Professora Thamires ainda nao foi encontrada e a família pede ajuda

2018-08-29


Professora Thamires ainda nao foi encontrada e a família pede ajuda

Tamires Cristina Hoje eu implorei ao vento que leve até você um pouco da minha saudade, que com seus braços infinitos e invisíveis abrace você por mim.

Então se de repente você sentir um suave toque no rosto, um leve aperto no corpo, nada tema, pois é apenas a minha saudade beijando e abraçando você, de forma invisível mas poderosa. 

Tamires Cristina Costa Bandeira, de 27 anos, que desapareceu dia 23/6, tinha uma dívida de R$ 150 em um grupo de desapego do Facebook. O marido de Tamires, Reinaldo da Silva Bandeira, de 31 anos, prestou depoimento nesta segunda-feira na Delegacia de Descoberta de Paradeiros, na Cidade da Polícia, e contouque há dois meses a professora recebeu uma ameaça de uma mulher supostamente enciumada por um perfil falso do Facebook. Mas disse que não levou a sério porque confia nela. Ele contou ainda na delegacia que Tamires relatou ter sofrido uma fechada recentemente de um veículo.

— Tamires é uma pessoa muito simpática e tem gente que confunde as coisas. Mas nós vivemos muito bem — disse o ajudante de pedreiro, que esclareceu que a dívida de Tamires vinha sendo cobrada pela administradora de um grupo de desapego na rede social, mas por ser um valor baixo não acredita que tenha relação com o desaparecimento dela.

Tamires tem um filho de três anos com Reinaldo. Ele conta que o menino pergunta todas as noites por ela, e garante que ela não desapareceu por vontade própria:

— Ela é muito família. Não ia largar o filho. Ele pergunta por ela todas as noites. O que mais me entristece é isso, não ter uma resposta para dar para ele.

A família está sem notícias da jovem desde a manhã de sábado, quando ela saiu de casa, em Olaria, dizendo que faria um exame e depois encontraria uma pessoa com quem combinou uma compra pelo Facebook. Reinaldo disse que não faz ideia do que pode ter acontecido, e por conta própria começou a investigar o desaparecimento.

No local, onde Tamires faria o exame de sangue pedido pelo endocrinologista, ficaram sabendo que ela não apareceu. A última vez que ela esteve lá foi no dia 19, quando levou o filho na fonoaudiologia e se consultou com o endocrinologista. Também estiveram em hospitais e foram atrás de imagens de câmeras de segurança.

— Só que a câmera da nossa rua informaram que não filma. Outra câmera que mostraria a rua soubemos que está desligada. A polícia também ficou de ir atrás das imagens. Espero que tenham mais sorte - disse o marido de Tamires.

A prima da jovem, a manicure Elaine Oliveira, de 39 anos, contou que o marido de Tamires tentou falar pelo telefone com a mulher às 9h da manhã de sábado, mas o celular estava desligado. Reinaldo confirmou a ligação, mas disse que só começou a ficar preocupado com o passar do tempo e a falta de notícias. Foi quando tentou buscar notícias com amigas dela. O silêncio da jovem também preocupa a prima.

— Ela nunca ficou sem entrar em contato com a família quando está fora. Costuma nos manter informados de todos os seus passos. Quando sai liga pelo menos a cada duas horas e posta no grupo de WhatsApp da família fotos dos locais onde está— disse a prima, que esteve com Tamires pela última vez no aniversário de uma tia das duas, na última quinta-feira.

Segundo Elaine, a prima saiu de casa às 7h30m, com um vestido longo de cor verde. O marido contou que ela disse que primeiro faria o exame, fecharia a compra de roupas para o filho num grupo de desapego e depois passaria no shopping para comprar uma camisa e um boneco para o filho. Segundo parentes, quando fechava uma compra pela internet Tamires costumava marcar a entrega em locais públicos.

Supresa no trabalho

No Colégio Monte Sinai, em Pilares, onde Tamires trabalha há cerca de três anos como professora de educação infantil, a notícia do seu desaparecimento foi recebido com surpresa e comoção. O diretor Alexandre Cardoso contou que colegas e pais de alunos estão preocupados com o que possa ter acontecido com a funcionária, descrita por ele como exemplar.

— É uma boa profissional, sempre feliz e sorridente. Não tem nenhuma desavença com colegas e é querida por pais e alunos. Não é de faltar nem chegar atrasada — afirmou o diretor, que ainda não foi procurado por nenhum familiar da funcionária.

Alexandre contou que ficou sabendo do desaparecimento de Tamires no domingo, através de mensagens postadas por colegas dela no grupo de WhatsApp formado para troca de informações de trabalho entre professores. Ele disse que todos torcem para que o caso tenha um bom desfecho:

— A gente vê muita notícia dessa de longe e quando acontece com alguém próximo fica atormentado. É assustador. Os colegas estão preocupados e rezando por ela, em busca de uma reposta para o que aconteceu.

O filho de Tamires é matriculado na mesma escola, onde os dois costumam chegar juntos todos os dias, segundo o diretor. A última vez que eles estiveram no colégio foi na quinta-feira, já que na sexta-feira as aulas foram suspensas por conta do jogo da seleção brasileira.

 

 

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